Rafael Losso, de O Outro Lado do Paraíso', defende garimpeiro Zé Victor: 'Ele é um cara rústico'

Zé Victor seria um vilão de coração bom? Ou um mocinho desvirtuado? “Não consigo definir o Zé como vilão ou mocinho. Ele é um ser humano passível de falhas e que busca, acima de tudo, a sobrevivência. Para mim, o Zé Victor é prático”. Assim, Rafael Losso, o intérprete do garimpeiro de “O Outro Lado do Paraíso”, explica seu personagem ao G1. Ao longo da trama, Zé se torna um braço direito da vilã Sophia (Marieta Severo). Por outro lado, mostra-se um homem sensível e apaixonado, lutando pelo amor de Tônia (Patrícia Elizardo). Esta, por sua vez, engana a todos ao engravidar de Zé e afirmar que o filho é de Bruno (Caio Paduan), seu ex-marido. Mas o garimpeiro consegue desmascarar a médica. “No primeiro momento o Zé ficará bravo, e é compreensível, né? Mas pode ser que isso passe e sua paixão ainda esteja muito viva, porque ele ama a Tônia. Porém não será tão fácil assim, já que o Zé é um cara orgulhoso”, define o ator de 36 anos. “Ele é um cara rústico, mas na hora do amor faz de tudo e sofre de verdade. E, na vida real, não é diferente, né? Já sofri (por amor), faz parte”. Outros personagens Zé não é o único personagem de Rafael Losso para 2018. No último final de semana, estreou na Fox a série “Rio Heroes”, na qual Losso é um professor de Jiu-Jitsu. “Sem dúvidas a capoeira sempre me acompanha. Para as cenas de briga, é importante ter um trabalho de corpo constante e eficiente. E, claro, quando o ator consegue fazer é mais legal”, conta o ator, falando sobre o uso de um de seus esportes favoritos na composição do personagem. Em março, nova estreia: a série “Rotas de ódio”, no Universal Channel. Nela, o ator interpreta um skinhead em uma trama que vai abordar a intolerância social. “A série vai muito além da proposta de entreter, porque são levantados temas como a intolerância e racismo. E, por se tratar de personagens extremos, as pessoas que assistirem poderão ver como temos, no mundo, uma diversidade de pensamentos que geram ações desumanas". "Mas essa é também a vida que se apresenta, não é mesmo? Infelizmente. Contudo, refletir é sempre um caminho para transformações, e a série pode nos proporcionar isso”, afirma. “Mais do que interpretar um skinhead, o discurso da trama é importante, urgente. O público precisa conhecer que existem pessoas capazes de agir como meu personagem. E, para mim, é uma forma da arte hastear bandeiras em prol da visibilidade das questões sociais”.

Entre séries e o teatro

Trabalhando em duas séries, Losso também tem suas produções favoritas como telespectador: “Gostei muito de ‘Breaking Bad’, ‘House'. Sou fã de ‘Vikings’, que serve também de inspiração para alguns dos meus trabalhos”.

Entre tantos trabalhos na TV, Losso nunca escondeu sua paixão pelo teatro. “Eu cresci no teatro e, para mim, o palco sempre vai ser um lugar instigante".

“Perdemos um pouco a cultura de ir ao teatro, mas acho que nunca podemos perder a esperança. Vejo jovens muito conectados, e isso não é ruim desde que a cultura seja primordial. Podemos, sempre, lutar para reatar esses laços”.

Aos 36 anos, Losso sonha com papéis de ainda mais destaque:

“É sempre um sonho ser protagonista, mas tudo que já fiz me realiza muito. Um vilão, por exemplo, é algo que eu teria muito prazer em fazer".

E por falar em sonho, um deles ficou para trás: ser dançarino do Michael Jackson. “Isso aconteceu quando eu era muito jovem e acompanhava os clipes dele. Eu achava tudo sensacional. Foi uma fase de identificação”.

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